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Stat Quo revela o motivo do Eminem não ter lançado o “Statlanta”

Como um dos muitos artistas, cujo álbum nunca viu a luz do dia sob o lendário produtor Dr. Dre, o ex-assinado da Shady/Aftermath Stat Quo utilizou de suas experiências, bem como seus erros para ajudar a transformar sua carreira de rap, uma vez mais florescente, em um papel mais gerencial. Agora ele ajuda outros artistas a fazer as escolhas criativas que irão ajudá-los a sustentar uma carreira mais longa e próspera.

Stat, cujo nome verdadeiro é Stanley Benton, passou pela #DXLive na quinta-feira passada para compartilhar algumas histórias sobre os velhos tempos trabalhando com o Dre e Eminem e a sua opinião sobre o álbum “Compton” do Dr. Dre.

“O álbum ficou zuado. Eu amo Dre até a morte, mas ficou zuado,” disse Stat ao Trent Clark, Justin Hunte, Jake Rohn e Marcel Williams. “É assim que essa merda funciona, é assim que é com a música, é assim que você sabe que sua parada é boa. 2-3 meses depois que ele [o álbum] é lançado.” Ele continuou: “Não é que não foi montado sem qualidade, não é que não tinha qualidade de batidas e essas merdas, ele só não capturou a atenção do mundo. O único motivo pelo qual ele [o álbum] chegou onde chegou foi porque o filme foi tão fenomenal. E isso não é zueira. As pessoas acham que se você não gosta de algo, você está zuando eles. Eu amo o Dre. Ele é tudo para mim. Eu ajudei [com o projeto], mas isso não significa que é a da hora só porque eu ajudei, tá me entendendo? Nós vacilamos!”

Em relação ao seu próprio álbum “Statlanta” que nunca saiu pela Shady/Aftermath, Stat coloca a culpa em si mesmo.

“As pessoas tentam culpar o Dre, nem sempre é culpa do Dre. Eu estava no muro. Isso foi minha culpa, porque eu não escolhi um lado,” admitiu Stat. “Eu cheguei lá de certa maneira, ai comecei a tentar fazer música para agradá-los ao invés de tentar fazer música para agradar as pessoas que me ajudaram a colocar o pé lá dentro. Eu vim do underground de Atlanta fazendo um certo tipo de rap. As pessoas me amavam por isso e depois eu me envolvi com o Dre e comecei a tentar fazer um som que soava como o 50 [Cent] e o que eles estavam fazendo. Eu deveria ter ficado na minha pista e continuado fazendo o que eu estava fazendo e as pessoas seriam forçadas a lançarem. Com Kendrick, as pessoas forçaram o lançamento do álbum. Não podiam segurá-lo. Com o Game, eles forçaram o lançamento do álbum. Não podiam segurá-lo. Todas essas pessoas de quem eu falei escolheram uma identidade: Game é do sangue, 50 é um gângster, Kendrick é um intelectual. Você sabe a quem eles estão rimando quando rimam. Stat Quo estava por toda parte. A culpa não é do Dre, a culpa é minha.”

Mas fazer o maior rapper (naquele tempo) ficar bravo, vai rapidamente te garantir um lugar na casinha do cachorro e o Stat admite fazer exatamente isso com o Marshall Mathers.

“Meu álbum teria sido lançado, mas eu vacilei,” disse ele, revisitando a história. “Havia uma música chamada ‘Dance On It’. Em escreveu o refrão e o Em queria que eu falasse o refrão. Eu achei que não estava bom. Se eu tivesse dito, ‘Sim, é isso! Vamos com esse!’ meu álbum teria sido lançado. Mas eu tentei falar ‘Nem, eu não gosto disso; Isso não será um sucesso.’ Eu estava realmente discutindo com o maior rapper de todos os tempos sobre o que seria um sucesso [ou não]. Que estúpido idiota que eu fui!”

Ele continuou: “Minha citação exata foi: ‘Eu lanço se você fizer parte do refrão’ “e depois eu disse, ‘Me dá um milhão de dólares e eu lanço.’ E quando eu disse isso, eu e Eminem fizemos isso [separando as mãos]. Foi definitivo! Ele estava bravo pra caralho! E o Dre disse tipo, ‘Ae, você o deixou bravo.’ Ai tipo no dia seguinte, eu tipo me desculpei com lágrimas nos olhos. Porque eu estava vendo a porra da minha carreira indo por água abaixo.”

Confira a entrevista completa acima para saber de mais histórias, incluindo o motivo de ele ter sido despedido da Shady Records, algumas músicas inéditas que ele ouviu e algumas de suas histórias favoritas de seu tempo ao redor do Dr. Dre.

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