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Saiba tudo que rolou durante o primeiro show do Eminem no Coachella 2018 + Fotos e vídeos

Eminem está sempre pronto para causar danos, abrindo seu show no domingo (15 de abril) com um vídeo de um Slim Shady do tamanho do King Kong andando pelas ruas da cidade, quebrando carros, causando encrenca com os cidadãos e estragando tudo que vê pela frente. Mas suas músicas sobre desafio e dúvida nunca foram sobre vandalismo e alcançaram um significado cada vez mais profundo e pessoal.

Eminem apareceu no palco, abrindo com “Medicine Man,” com um fundo de uma fábrica de Detroit em desvanecimento (com o DDD “313” proeminentemente pintado em uma torre de água) que ele eventualmente colocou em chamas, e logo depois uma paisagem de renovação urbana imaginada na América Central deprimida.

Você se pergunta: o primeiro show do Eminem no Coachella é imperdível? Estranhamente, nos Estados Unidos é uma raridade ver o Eminem ao vivo em um palco como este, ao contrário da Europa, onde ele frequentemente realiza grandes festivais. “Nós nunca estivemos neste palco. Este é o melhor momento que o Eminem já teve,” diz seu hypeman Denaun Porter após a sua abertura.

Logo depois de “Medicine Man,” Eminem cantou “’Till I Collapse,” “3 a.m.” e ”Kill You” pulando no palco ao ritmo do som em seu agasalho branco. Com uma banda completa atrás dele, as batidas e melodias que apóiam os raps eram geralmente tocadas ao vivo, e não sampleadas (incluindo sua versão renovada de “Sing For The Moment” misturada com o hit “Dream On” do Aerosmith).

“É ótimo estar de volta na porra da América!,” acrescenta Em, enquanto as estrelas e listras cobre a tela e ele começa a cantar “White America,” uma de suas músicas mais políticas do “The Eminem Show” de 2002. “Precisamos começar essa merda bem”, diz ele.

O Eminem cantou também o remix de “Chloraseptic” pela primeira vez ao vivo. Durante a música o Eminem faz uma pausa durante seu verso, e espirra um pouco de clorasséptico em sua garanta e depois continua rimando.

https://www.youtube.com/watch?v=5YR5Dcs2btg

O seu novo single “Framed” também não podia faltar. Veja o vídeo:

Eminem sabe como tirar sarro de si mesmo, e quando o rapper gritou essas palavras no palco do Coachella no domingo à noite, foi uma boa combinação de bravatas e autoconsciência. Ele não tem medo de enfrentar os críticos. Jimmy Kimmel, um apresentador de TV nos EUA, fez uma aparição no telão: “Eu amo o Eminem, mas nem todo mundo ama,” diz Kimmel, antes de convidar o Em e seu hypeman a fazerem um edição especial do Eminem na sua série de “mean tweets” (tweets maldosos) do Kimmel. “Ninguém se importa com você desde 2003.” “Lembram quando o Eminem era realmente foda?,” (tweet do Denaun Porter). O Em levou tudo na esportiva. “Ele meio que tem razão,” diz ele. “Coachella, posso levar vocês de volta a uma época em que eu era realmente foda?” Sua resposta veio seguida por “My Name Is,” seu single inovador de 1999 que introduziu o Em como uma voz incisiva para causar controvérsias e provocações.

Eminem não faz longas turnês nos dias de hoje, mas ele veio preparado para fazer do seu set no Coachella um evento especial. Beyoncé não apareceu para cantar a sua parte em “Walk On Water,” que poderia ter sido um pouco anticlimático um dia após o seu set escaldante no Coachella. Preenchendo o seu lugar foi a cantora e produtora Skylar Grey, que também cantou as partes da Dido em “Stan” e Rihanna em “Love The Way You Lie.” Além de convidados especiais como 50 Cent, Bebe Rehxa e Dr. Dre.

O amigo e colaborador 50 Cent pousou como um boxeador entrando no ringue, pulando forte e assumindo a liderança em um trio de batidas pesadas: “Patiently Waiting,” “I Get Money” e “In Da Club.”

Esses hits de grande sucesso agora parecem antigos o suficiente para serem considerados um patrimônio clássico. O lugar do Eminem agora provavelmente garante a ele uma classificação vintage.

Eminem trouxe também ao palco a estrela pop emergente Bebe Rexha na música “The Monster” para reforçar a sua relevância.

O Dr. Dre surgiu para recriar as participações de produtor-rapper clássicas que tornaram o Marshall Mathers uma estrela. Ele apareceu assim que Eminem rimou, “Dr. Dre está morto, ele está trancado no meu porão…” O show imediatamente mudou para o episódio dos anos 90 do Dre, cantando clássicos como “Still D.R.E.,” “Nuthin’ But A ‘G’ Thang,” com o Eminem cantando as partes do Snoop Dogg e é claro, “Forgot About Dre.” “Vocês sabem quem ele é?,” disse Eminem, apontando pro Dre. “Eu sei que vocês não esqueceram quem esse homem é.” Para um rapper que raramente aparece no palco, Dre consegue fazê-lo com confiança e força toda vez que ele vai ao Coachella, algo que tem se tornado o seu único local de apresentações ao vivo: fazendo dois shows com o Snoop em 2012, cantando na reunião do N.W.A. no ano passado durante o set do Ice Cube e agora com o Eminem.

Para o Eminem, esse capítulo de abertura de sua carreira criado com o Dre baseou-se em grande parte em declarações e colisões de seu próprio ego, obsessões pessoais e lutas com a vida e a arte. No palco para milhares, Eminem ainda expressava insegurança e a frustração com o desafio de combinar seus próprios padrões elevados: “Será que esse passo será apenas outro passo em falso / Para manchar qualquer legado, amor ou respeito que eu colhi? / A rima tem que ser perfeita, a entrega impecável.” Tudo que tornou o Slim Shady uma das vozes mais essenciais de sua geração esteve presente no palco neste fim de semana.

Eminem terminou seu set dedicando sua penúltima música, “Not Afraid,” para qualquer um que já tenha passado por problemas com drogas: esta semana marca o décimo aniversário de sua sobriedade, diz ele. E por fim, voltando pro palco após alguns minutos para finalizar com “Lose Yourself.” Essa noite não parecia que o Eminem estava lutando pelo seu antigo trono, mas sim grato pela oportunidade de um dia ter tido ele.

Confira as fotos do evento na galeria de fotos do site AQUI.

Eminem volta aos palcos do Coachella neste final de semana, 22 de abril.

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