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10 coisas que você não sabia sobre o “The Marshall Mathers LP”

Hoje, 23 de maio de 2020, “The Marshall Mathers LP” completa exatamente 20 anos desde seu lançamento. 20 anos desde que Eminem convenceu milhões de adolescentes brancos nerds de todo o mundo a tentarem rap.

O enorme sucesso global do terceiro álbum do Eminem é inegável, mas o rapper veio de origens humildes, tanto em sua vida quanto em sua carreira musical. Seu álbum de estréia, “Infinite,” foi um grande fracasso tanto com os críticos quanto comercialmente e vendeu apenas cerca de 1000 cópias.

Esse fracasso levou o Eminem a criar seu ego alternativo de Slim Shady, cujas letras humorísticas e conteúdo sombrio e perturbador ganharam mais atenção ao artista após o lançamento de seu segundo álbum, “The Slim Shady LP.”

Eminem recebeu críticas por suas letras homofóbicas e gráficas sobre assassinato, mas o rapper dobrou a polêmica do seu terceiro álbum e criou um dos álbuns mais bem sucedidos de todos os tempos.

“The Marshall Mathers LP” já vendeu mais de 25 milhões de cópias em todo o mundo, incluindo 1,78 milhões de cópias vendidas na primeira semana de seu lançamento. A menos que você tenha vivido debaixo de uma pedra nos últimos 20 anos, provavelmente você está familiarizado com grande parte deste álbum, mas há alguns fatos em torno do álbum que você talvez não saiba.

10. A Casa de Infância do Eminem

A capa do álbum “The Marshall Mathers LP” mostra uma foto do Eminem sentado na varanda de uma casa. O endereço desta casa é 19946 Dresden Street em Detroit, a casa de infância do Eminem.

A mesma casa foi destaque na sequência deste álbum, “The Marshall Mathers LP 2,” em 2013. A casa foi demolida pelo Estado de Michigan em novembro de 2013, logo após o lançamento do álbum, devido a danos causados por um incêndio a propriedade algumas semanas antes.

Quando perguntado sobre ele ter voltado à sua casa de infância pela VH1, Eminem disse o seguinte:

“Tive sentimentos confusos porque tinha muitas boas e más lembranças naquela casa. Mas voltar para onde cresci e finalmente dizer ‘consegui’ é o melhor sentimento do mundo para mim.”

A imagem agora icônica é certamente um lembrete da incrível jornada que o Eminem já teve, começando de origens humildes para se tornar um dos artistas de rap de maior sucesso de todos os tempos.

9. O Verso Desaparecido do Stan

A história do ‘Stan’ é bem conhecida pelos fãs do Eminem, mas alguns fãs podem não saber que a história quase continuou após a sua queda na água.

O vídeo acima foi retirado de uma entrevista rara com o Eminem, enviada por ‘The Hip-hop historian,’ na qual o rapper explica que havia originalmente mais versos para a música “Stan,” que retratava o fã obcecado sobrevivendo o acidente e, eventualmente, confrontando o Eminem.

Ele explica:

“Ele escapou e veio à minha casa para me matar. Então eu tive que matá-lo primeiro, [mas] eu não o encontrei, e ele ficou no hospital por umas três semanas. Dai ele ficou chateado porque eu não escrevi cartões de melhoras pra ele, então ele veio me matar de novo, e no último verso finalmente eu simplesmente explodi sua cabeça.”

A história do “Stan” foi revisitada mais tarde no “The Marshall Mathers LP 2” na faixa de abertura “Bad Guy.” A sequência da música mostra o irmão mais novo do Stan, Matthew Mitchell, em busca de vingança pela morte de seu irmão.

8. Steve Berman É Uma Pessoa Real

O nome Steve Berman é familiar para os fãs do Eminem por suas aparições nos skits dos álbuns do rapper, principalmente em “The Marshall Mathers LP” e “The Eminem Show.”

No “The Marshall Mathers LP,” um skit chamado “Steve Berman” precede “The Way I Am” e consiste em uma conversa ficcionalizada entre Eminem e sua gravadora sobre o conteúdo de suas músicas. Berman repreende Eminem de forma memorável por “fazer rap sobre homossexuais e Vicodin,” alegando que “eu não posso vender essa merda!”

Isso se assemelha à situação da vida real que inspirou “The Way I Am” depois que a gravadora pressionou o Eminem por mais conteúdo comercial. O que as pessoas talvez não saibam, no entanto, é que Steve Berman é uma pessoa real.

Na época do skit em questão, Steve Berman era o presidente de vendas e marketing da Interscope Records e atualmente trabalha como vice-presidente da gravadora. Da mesma forma, Paul Rosenberg, que apareceu em várias skits ao longo da carreira do Eminem, é o assessor de música que trabalha com a estrela do rap desde 1997.

7. Contagem de Corpos? 12

Várias estatísticas compiladas pela XXL Magazine em seu artigo de 2015 sobre “The Marshall Mathers LP” revelaram que pelo menos 12 pessoas foram ‘mortas’ ao longo do álbum de 18 faixas.

Eminem não tem medo de revelar os pensamentos sombrios em sua mente, seja no sentido cômico ou em um estilo mais perturbador, como fez em faixas como “Kim” ou “Stan,” que continham vários mortos nas histórias de ficção do Eminem.

A lista de vítimas é a seguinte:

Dr. Dre (duas vezes)

Stan

Esposa do Stan

Kim

Marido do Kim e seu filho

Uma escola cheia de valentões

*N SYNC

O caixa do banco em “Criminal”

Mãe do Bizarre

Vocês

Você pode pensar que o Eminem provavelmente terá algum tipo de prazer doentio com essa estatística se sua obsessão por serial killers for algo a considerar, e esses 12 vieram de apenas um de seus álbuns!

6. 49 Celebridades Foram Alopradas

Eminem nunca teve vergonha de atacar celebridades em seus raps. As várias piadas que ele mira para figuras famosas costumam servir como uma cápsula do tempo, oferecendo pistas sobre quais modismos da cultura pop estavam no mainstream no momento da gravação de sua música.

Políticos, atores e colegas músicos eram todos justos para o Marshall, quando ele mirava seu fogo lírico para quem quisesse, até personagens fictícios e serial killers costumam ter seus nomes citados em suas faixas.

Um artigo da XXL Magazine descobriu que um total de 49 nomes de celebridades apareceu no “The Marshall Mathers LP,” incluindo o presidente dos EUA na época, Bill Clinton, assim como seu próprio produtor, Dr. Dre.

Seus alvos mais comuns, no entanto, foram Puffy (também conhecido como P Diddy) e a boy band *N SYNC, que foram mencionadas três vezes no álbum.

5. Dido Deve Um “Thank You”

“Stan” é uma das músicas de assinatura lançadas no “The Marshall Mathers LP” e é amplamente considerada como uma das melhores faixas de toda a discografia do Eminem.

Depois de ouvir uma amostra da faixa da Dido, “Thank You,” Eminem sentiu que a letra descrevia um fã obcecado e foi inspirado a criar a história fictícia do  “Stan,” um fã louco do Eminem que acaba se matando, assim como sua namorada grávida, depois de ter suas cartas ignoradas pela estrela do rap.

Os versos angustiantes que compõem a história são mantidos juntos por uma amostra da música da Dido que serve como o refrão de “Stan.” Dido era um artista bastante desconhecida na época e o álbum do qual a amostra foi retirada teve uma recepção bastante medíocre quando foi lançado em 1999.

No entanto, após o lançamento de “Stan,” o álbum “No Angel” da Dido se tornou um fenômeno mundial e se tornou um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos, perdendo apenas para “Back To Bedlam” do James Blunt nos álbuns mais vendidos do Reino Unido nos anos 2000.

4. A Versão Censurada do Álbum Removeu “Kim” Completamente

É difícil imaginar ouvir uma versão censurada de um álbum do Eminem sem parecer apenas um telefonema com uma recepção terrível, mas acontece que uma versão limpa do “The Marshall Mathers LP” foi lançada após o enorme sucesso do álbum.

Os censores deviam ter tido seus trabalhos cortados na edição de todos os palavrões do Eminem e outras letras questionáveis, mas seu maior desafio acabou sendo “Kim,” que eles tiveram que remover completamente do álbum.

Acontece que é impossível censurar uma música que consiste em assassinar brutalmente sua ex-amante. Não é?

“Kim” foi substituído na versão censurada por uma faixa chamada “The Kids,” uma música inspirada no South Park que adverte as crianças da escola sobre os perigos das drogas. Na música, Eminem canta “Então não use drogas, para que sobre mais para mim,” o que provavelmente é o mais próximo que você teria de uma música “limpa” do Eminem na época.

3. “Kim” Foi A Primeira Faixa Gravada Para O Álbum

Mesmo entre um catálogo repleto de conteúdo polêmico, “Kim” do Eminem consegue se destacar como uma das músicas mais chocantes do rapper até hoje.

Servindo como um prequel do igualmente controverso “Bonnie & Clyde ’97” do “The Slim Shady LP,” que mostra o Eminem descartando o corpo de sua esposa com a ajuda de sua filha, “Kim” descreve o argumento e o eventual ato de matar sua então esposa em detalhes horríveis.

Apesar da representação gráfica dessa fantasia distorcida, ela é amplamente considerada como uma das obras mais fascinantes do Eminem. Surpreendentemente, ele e a Kim se reconciliaram depois que ele escreveu essa música, o que deve ter levado a uma conversa estranha depois que ela ouviu a faixa.

Em seu livro “Angry Blonde,” Eminem lembra tocando a música para a Kim:

“Pedi que ela me dissesse o que pensava disso. Eu lembro de eu bobo dizendo: ‘Eu sei que essa é uma música fodida, mas mostra o quanto eu me importo com você. Por até pensar tanto em você.”

Sim, você está certo Marshall, é realmente muito romântico.

2. “The Way I Am” e “The Real Slim Shady” Foram Adições Tardias Para Agradar A Gravadora

“The Way I Am” e “The Real Slim Shady” são duas das faixas mais conhecidas do “The Marshall Mathers LP,” mas nenhuma das faixas estavam no álbum quando ele foi concluído originalmente.

Quando Eminem terminou seu terceiro álbum e o enviou para a Interscope Records, alguns executivos da gravadora ficaram preocupados com a falta de músicas que pudessem usar como primeiro single do álbum. Por isso, eles enviaram de volta ao Eminem e pediram uma música que estivesse mais no molde de “My Name Is” do álbum anterior, que eles poderiam usar para promover o álbum.

Eminem originalmente retornou ao estúdio e escreveu “The Way I Am,” que foi alimentado pela raiva do rapper pelas exigências da gravadora e tornou-se uma das músicas mais agressivas e combativas do álbum.

No entanto, Eminem depois começou a escrever outra música e a enviou ao produtor Dr. Dre, que se tornaria o mega-hit “The Real Slim Shady.”

Apesar da raiva inicial do Eminem com a gravadora, é improvável que o álbum tenha sido tão bem-sucedido quanto foi sem essas duas faixas icônicas.

1. O Álbum Foi Quase Intitulado “Amsterdam”

Amsterdã é a capital da Holanda e é amplamente conhecida por suas leis relaxadas em torno do uso de drogas, como a maconha. Coincidentemente, Eminem decidiu escrever uma grande parte do “The Marshall Mathers LP” na cidade.

Eminem e seus amigos curtiram a vida agitada em Amsterdã logo após encerrar a gravação do “The Slim Shady LP” e conseguiram encontrar uma inspiração criativa durante a estadia.

De acordo com Mike Rubin, em um artigo para a SPIN Magazine em 2000, os jornalistas holandeses também influenciaram algumas faixas do álbum, fazendo algumas perguntas que irritaram Eminem durante sua estadia e o inspiraram a escrever quatro faixas sobre eles em seu voo para casa.

Não está claro quais músicas foram inspiradas diretamente pela viagem do Eminem à Holanda já que muitas músicas no “The Marshall Mathers LP” fazem referência a drogas. Mas está claro que a cidade foi uma parte fundamental na composição do álbum, o que levou o Eminem a escolher inicialmente o título de “Amsterdam” para o álbum, antes de ser alterado posteriormente.

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